Sábado, 11 de Abril de 2009 14:40h
Hoje estou a conseguir ver para alem da dor. Não posso exigir a alguém que me ame tal como prometeu. Não posso obrigar ninguém a estar ao meu lado como sempre disse, não posso obrigar um Homem a sê-lo, quando as suas atitudes reflectem um adolescente com problemas de identidade e capacidade de decisão.
Só posso ter pena. Muita pena! Porque descobri aos 30 anos um amor que não sabia existir. Uma capacidade de amar que nem eu sabia que era capaz.
Custa-me abrir novamente o meu coração, mas não tenho que o fazer. Acima de tudo acho que tenho que estar sozinha, tenho que me encontrar novamente, lamber as feridas e seguir o meu caminho, com o tempo elas vão sarar e eu vou ter mais maturidade, mais sabedoria, serei mais mulher.
Tenho algo que me mantém lucida, algo que me faz ter os pés muito assentes na terra, algo que é puro e que me mantém pura e com sentimentos positivos. É por ele que vivo, é por ele que a minha vida faz sentido, foi aquilo que fiz até hoje mais perfeito e tenho muito orgulho no meu filho, pois sei que apesar da tenra idade, é um ser muito especial e diferente. Sei que estou a criar um ser humano fantástico, com um karma e uma capacidade de cativar incrivel!
Cada dia que passa acho que vai custando menos, dói mais, mas custa menos! Faz sentido?! Não? Eu explico.
Cada dia que passa a dor e a percepção de que tudo acabou é mais real, por isso dói mais. Os primeiros dias de afastamento/sofrimento parece que são vividos na negação. Parece um pesadelo do qual esperamos acordar a qualquer momento. Mas com o passar do tempo a dor da perda vai-se tornando uma presença assidua no nosso dia-a-dia e vai custando menos. Vamo-nos habituando diáriamente a estar sem aquela pessoa e vai custando menos encarar que ... tudo acabou.
Neste momento estou na fase da revolta, na fase de pensar que fui burra em ter deixado que as coisas evoluissem tanto. Sempre ouvi dizer que quando se sabe sofrer, sofre-se menos. Mas eu não quero ser uma sofredora, não tenho perfil para mártir e muito menos para Madalena Arrependida.
Sinto-me triste, sozinha, feia e incapaz de amar. É normal, estou em convalescença. Estou a recuperer da operação de ter arrancado parte do meu coração do peito.
Mas eu vou conseguir renascer das cinzas, quando isso acontecer vou tatuar uma fenix em chamas... ou talvez não, porque já tenho dificuldade em arranjar partes do corpo para tatuar que dê para esconder. Mas fica o desejo...
Eu vou conseguir sobreviver a esta perda, vou conseguir dar a volta por cima, vou conseguir sair desta batalha vencida e ferida, mas de cabeça erguida!
Hoje estou a conseguir ver para alem da dor. Não posso exigir a alguém que me ame tal como prometeu. Não posso obrigar ninguém a estar ao meu lado como sempre disse, não posso obrigar um Homem a sê-lo, quando as suas atitudes reflectem um adolescente com problemas de identidade e capacidade de decisão.
Só posso ter pena. Muita pena! Porque descobri aos 30 anos um amor que não sabia existir. Uma capacidade de amar que nem eu sabia que era capaz.
Custa-me abrir novamente o meu coração, mas não tenho que o fazer. Acima de tudo acho que tenho que estar sozinha, tenho que me encontrar novamente, lamber as feridas e seguir o meu caminho, com o tempo elas vão sarar e eu vou ter mais maturidade, mais sabedoria, serei mais mulher.
Tenho algo que me mantém lucida, algo que me faz ter os pés muito assentes na terra, algo que é puro e que me mantém pura e com sentimentos positivos. É por ele que vivo, é por ele que a minha vida faz sentido, foi aquilo que fiz até hoje mais perfeito e tenho muito orgulho no meu filho, pois sei que apesar da tenra idade, é um ser muito especial e diferente. Sei que estou a criar um ser humano fantástico, com um karma e uma capacidade de cativar incrivel!
Cada dia que passa acho que vai custando menos, dói mais, mas custa menos! Faz sentido?! Não? Eu explico.
Cada dia que passa a dor e a percepção de que tudo acabou é mais real, por isso dói mais. Os primeiros dias de afastamento/sofrimento parece que são vividos na negação. Parece um pesadelo do qual esperamos acordar a qualquer momento. Mas com o passar do tempo a dor da perda vai-se tornando uma presença assidua no nosso dia-a-dia e vai custando menos. Vamo-nos habituando diáriamente a estar sem aquela pessoa e vai custando menos encarar que ... tudo acabou.
Neste momento estou na fase da revolta, na fase de pensar que fui burra em ter deixado que as coisas evoluissem tanto. Sempre ouvi dizer que quando se sabe sofrer, sofre-se menos. Mas eu não quero ser uma sofredora, não tenho perfil para mártir e muito menos para Madalena Arrependida.
Sinto-me triste, sozinha, feia e incapaz de amar. É normal, estou em convalescença. Estou a recuperer da operação de ter arrancado parte do meu coração do peito.
Mas eu vou conseguir renascer das cinzas, quando isso acontecer vou tatuar uma fenix em chamas... ou talvez não, porque já tenho dificuldade em arranjar partes do corpo para tatuar que dê para esconder. Mas fica o desejo...
Eu vou conseguir sobreviver a esta perda, vou conseguir dar a volta por cima, vou conseguir sair desta batalha vencida e ferida, mas de cabeça erguida!
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